10 de setembro de 2004

Terrorism has changed the way we view the world

Amanhã é dia 11 de Setembro. Basta esta frase para que nos venha à memória o World Trade Center em chamas, os aviões a desfazerem-se entre outras memórias horriveis.

Se esta frase fosse dita no dia 10/09/2001 era uma frase banal, sem qualquer significado.

Com a imagem passa-se exactamente o mesmo (isto soa-me a uma verdade de La Palice) as fotos que mostro a seguir há precisamente 3 anos não significavam nada, ainda não o peso daquele acontecimento trágico.


Hooper Galton para Discovery Channel


Kaike/ Elipse para o Jornal "O Dia"

Beslan

Imagens que não se podem esquecer.


/ Reuters TV


/ Reuters


/ Reuters


Yuri Tutov / AFP - Getty Images



Sergey Ponomarev / AP


Sergei Chirikov / EPA via Sipa Press


9 de setembro de 2004

A queda

Max Biaggi caiu durante a primeira volta do GP de Portugal, ofereceu-nos esta bela imagem.


Miguel Riopa / AFP - Getty Images

Actualidade


AFP/Fares Dlimi

An Iraqi boy weeps as people survey the destruction in a neighborhood following a US air strike overnight in the restive city of Fallujah. Twelve Iraqis were killed and at least nine wounded in the raid in Fallujah. Among the dead were five children and two women, a doctor said.

8 de setembro de 2004

7 de setembro de 2004

Photoblogs - daily dose of imagery

daily dose of imagery

daily dose of imagery is a simple view of my day to day visual experience. You can simply call it my photoblog. I post one photo a day on this web site. It could be untouched or altered. I started this experimental project as a visual practice.

As fotografias são muito agradáveis, principalmente as citadinas e as abstratas. O senão é que o site é um pouco lento, não sei se é da minha ligação ou não.





queen and bay, downtown toronto

6 de setembro de 2004

Beslan

Dossier Público

Setembro em Beslan

Artigo de Opinião de Fernando Ilharco para o Jornal Público

Seguido em directo nas televisões do mundo, o horror em Beslan está para além do que a linguagem dos homens possa dizer, fora das manifestações da alma humana.

Nenhum de nós, nem aqui nem em Moscovo, pode sentir o que as crianças, as mães e os pais de Beslan sentem. Depois de Beslan, tal como depois do 11 de Setembro, muito vai mudar outra vez ? na política russa, no Cáucaso, mas também no Médio Oriente, na América, na Europa e, queiram querer os homens, na sempre esquecida África. O cruzamento da globalização, da abundância, da tecnologia, da informação sobre tudo o que existe, da televisão e dos media planetários com o desespero, a ignorância, o fundamentalismo, o crime, a imoralidade e a demência estão a explodir num ultraje crescente à vida e à dignidade do homem. Neste novo tipo de violência global, o chicote da grande besta em Beslan, no Médio Oriente, em Manhattan, em África, faz dos mais indefesos, vulneráveis e inocentes a linha da frente deste época do terror. Na televisão, na imprensa e na rádio, todos os dias passa a reportagem do fim do mundo. Em cada tragédia em directo na televisão sente-se quanto o mundo mudou. Mas tudo isto, que é tudo para nós, é nada para os que vivem em Beslan à volta da escola nº1. Ali, de uma forma que ninguém humanamente pode entender ou sequer colocar em palavras, as vidas que continuam, agora são outras, o tempo foi violenta e abruptamente cortado, os dias que tinham acabaram, os destroços do passado, a desgraça, o desespero, a culpa e a tristeza vão demorar vidas a passar. Como na Palestina, em Jerusalém, na Bósnia, no Sudão ou no Iraque, entre muitas outras terras marcadas pelo sangue e pela vergonha, só novas gerações noutro tempo poderão algum dia encontrar alguma paz. Porque em cada criança está o futuro, ele mesmo, tocando no presente, em cada homem que nasce todo o futuro da humanidade pode nascer outra vez.



Nos homens, nas suas mãos e corações, antes de tudo o que nunca vamos entender, está o perdão, a dádiva que pode ajudar a suportar um passado que não pode ser desfeito, e, está também o poder da esperança, da fé, do compromisso e da dignidade de quem se alia e se compromete futuro adentro. Talvez incapazes de esquecer, mas capazes de perdoar, talvez não todos entre nós mas alguns, sejamos um dia capazes de prometer e de nos comprometermos, olhando o que existe e criando uma base, um terreno e uma mesma casa. Ser homem, em cada época, é sempre a forma como fomos ou não capazes de cruzar o perdão e a promessa. Entre o bem o mal, os dois caminhos estão sempre abertos ao homem e o que mais somos na nossa vida é essa mesma escolha. Sabemos isso e por isso estamos sempre desafiados e podemos sempre mudar o futuro. Hoje o tempo é de oração e é cedo para pensar e antecipar as consequências de Beslan; as consequências do horror, da demência e da impotência em directo nas televisões do mundo.



A história e a passagem do tempo foi sempre marcada por inúmeras e indizíveis tragédias, é certo. Hoje, no entanto, as coisas são diferentes. Em primeiro lugar, são hoje: com o peso da história, a experiência dos tempos, o conhecimento acumulado e, sobretudo, a dádiva e o testemunho de Jesus. Hoje também, vivemos cercados e imersos numa tecnologia que tudo leva a todo o lado instantaneamente, como em nenhuma época anterior havia acontecido. Neste quadro, Beslan foi a ignomínia e a vergonha sem palavras, vivida num mesmo tempo por todos os homens do mundo. Políticos, militares, sociais e económicos serão seguramente os caminhos do futuro, mas em causa está algo de mais fundo. Estão os caminhos morais do homem, a sua capacidade de afirmar o projecto humano em que estamos, de preservarmos a solidariedade, a ponderação e de simultaneamente utilizarmos o melhor conhecimento para entender uma tecnologia que está a retribalizar um mundo ocidental assente na linearidade, na sequencialidade e na lógica matemática, cujo choque com outras culturas, menos sequenciais e menos analíticas, está a deixar surgir um mal-estar global, cuja mensagem mais funda é a incompreensão, a guerra e o terror.



O Setembro americano, o 11 de Março madrileno e este Setembro russo, como um imenso manto de escuridão sobre o mundo, alterando o nosso modo de vida, levaram numa primeira reacção do caudal da história, a uma resposta brutal, militar, esmagadora. Mas é possível que com Bush em Washington e Putin em Moscovo nunca se consiga vencer a guerra ao terrorismo. Contudo a intrincada, complexa e estranha história desta era do terror global tem pouco a ver com o demagógico e pouco honesto ?Fahrenheit 9/11?. O quadro actual é o de uma ameaça catastrófica construída sobre o poder tecnológico-cultural de um mundo gerado pelo progresso do bem-estar e da liberdade no ocidente e pela manutenção da miséria, da impossibilidade de influenciar o que quer que seja, da ignorância e do desespero em muitas partes do mundo. Isto a par da ascensão da amoralidade e da imoralidade nos dois lados do conflito, embora por diferentes razões. O novo terrorismo global é particularmente perigoso, não apenas por ter acesso a armas e a tecnologias que nunca antes havia tido, mas sobretudo porque ao terrorismo tradicional ela junta agora o crime e a demência e se alicerça em rejuvenescidos sentimentos nacionalistas, que irromperam com a nova ordem/desordem iniciada com a implosão da União Soviética. Ao crime e à ausência de escrúpulos junta-se agora uma sociedade global onde tudo está acessível a todos, onde tudo de vê e onde o único valor entre tanta abundância é a capacidade de sobressair, de dar nas vistas, de estar na atenção de todos. Este traço mediático fundo é uma das condições da possibilidade do novo terrorismo global. Por essa razão e porque o que se está a passar abana as fundações da sociedade humana é chegado o tempo de se pensar o tipo de cobertura mediática admissível para os actos terroristas; e isto, na dupla perspectiva da moralidade dessa mesma cobertura, e da possibilidade de se retirar ou minorar aquilo que os terroristas hoje sempre tomam como refém: a atenção do mundo.




Viktor Korotayev/Reuters


REUTERS/Reuters TV


REUTERS/Grigory Dukor


AFP/Yuri Tutov


REUTERS/Sergei Karpukhin


Stringer/Russia/Reuters REUTERS/S.Dal


REUTERS/S.Dal


AFP/Viktor Drachev


REUTERS


AFP


AP Photo/Musa Sadulayev


AP


AFP


AFP


AFP/Viktor Drachev


AP Photo/Ivan Sekretarev


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1 de setembro de 2004

Atenas 2004 - Fim


athens2004.com


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Até já Pequim...

31 de agosto de 2004

Atenas 2004


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